A importância do futebol amador na história do futebol e do Vasco da Gama

O futebol amador é a essência do futebol brasileiro e o Vasco de Tamboril (Arcoverde/Pernambuco) é um exemplo que lembra também a origem do próprio Vasco da Gama (RJ), que nos primeiros anos de sua existência tinha jogadores em seu elenco que dividiam suas profissões com o futebol, que era não remunerado. Com o passar do tempo, o próprio Gigante da Colina foi um dos pioneiros na profissionalização do futebol no Brasil, com o pagamento de “bicho”, posteriormente “salário”.

O guerreiro vascaíno

O zagueiro Charles Guerreiro jogou no Vasco da Gama em 1995, após passagem pelo Flamengo. Pelo Clube da Colina fez 1 gol, em jogo diante da Portuguesa de Desportos, realizado no dia 03/09/1995, o qual terminou empatado em 3 a 3. Em 08/11/1995, ainda como atleta vascaíno, fez parte do grupo da Seleção Brasileira que enfrentou a equipe da Argentina em partida amistosa, tendo entrado no segundo tempo e ajudado o Brasil a conquistar uma importante vitória, após 19 anos sem triunfar em solo argentino. O gol da vitória nessa partida, foi de outro ex vascaíno, Donizete Pantera e o treinador era Zagallo (técnico também com passagem pelo Vasco da Gama).

Vasco da Gama: um clube diferente

O Vasco da Gama é um clube de raíz cristã (Cruz de Cristo), de união com Portugal (tens o nome do heróico português, o navegador Vasco da Gama), de luta pela igualdade (Resposta Histórica e tantas outras lutas) e de uma torcida apaixonada (ajudou na Construção do Estádio de São Januário e do CT Moacyr Barbosa).

De capitão para capitão

Os capitães das 2 (duas) primeiras finais de Copa do Mundo disputadas pela Seleção Brasileira foram vascaínos, Augusto da Costa e Bellini. O primeiro poderia ter se tornado na época o primeiro capitão campeão pelo Brasil, mas a virada do Uruguai diante da Seleção anfitriã em 1950 não tornou isso realidade. 8 anos depois, na Suécia, o capitão Bellini foi campeão com o time canarinho e ergueu a taça do mundo, gesto que entrou para a história.

De um time com faixa para outro time com faixa

O atacante Sabará, que fez história no Vasco da Gama no período de 1952 a 1964, antes defendia as cores da Ponte Preta (SP), onde jogou nos anos de 1950 e 1951. Ambos os clubes, Ponte Preta (SP) e Vasco (RJ) são clubes com faixa no uniforme, no formato diagonal. O principal título de Sabará com a camisa do Gigante da Colina foi o do Torneio Internacional de Paris de 1957 (edição com valor de Mundial de Clubes à época). Sabará chegou a se tornar o jogador que mais havia vestido a camisa vascaína até então (foram 12 anos atuando pelo clube), tendo depois sido ultrapassado por Roberto Dinamite e Carlos Germano.