O décimo terceiro jogador do Vasco da Gama

O Vasco da Gama, dentro de campo, joga com 11 futebolistas, mas fora de campo, conta com o incentivo de toda sua comissão técnica e jogadores reservas (o décimo segundo jogador) e, na arquibancada, conta com a sua imensa torcida, o décimo terceiro jogador, que empurra apaixonadamente o time, de uma forma única, como nenhuma outra, com um repertório de canções e gritos de incentivo que nenhuma equipe possui algo parecido, o grito de casaca, os hinos do clube, a Epopéia da Tijuca “sou Vasco da Gama meu bem campeão de terra e mar”, “o Vasco é o time da Virada, o Vasco é o time do amor”, “E só dá Vasco, ê ê ê”, “Vamos ganhar, Vasco, Vamos ganhar Vasco, ô ô ô”, “vamos torcer pro Vasco ser campeão, São Januário, meu caldeirão”, dentre tantas outras músicas e frases e palavras de incentivo.

A primeira freguesia do Flamengo no Clássico dos Milhões

No período de 03/05/1928 a 17/04/1932, Vasco e Flamengo se enfrentaram 12 vezes, com 11 vitórias do Vasco da Gama:

03/05/1928 – Vasco 3 x 2 Flamengo,

03/06/1928 – Vasco 3 x 0 Flamengo,

03/09/1928 – Vasco 2 x 1 Flamengo,

10/03/1929 – Vasco 4 x 1 Flamengo,

16/05/1929 – Vasco 1 x 2 Flamengo,

14/07/1929 – Vasco 3 x 2 Flamengo,

27/10/1929 – Vasco 1 x 0 Flamengo,

14/09/1930 – Vasco 2 x 0 Flamengo,

07/12/1930 – Vasco 2 x 1 Flamengo,

26/04/1931 – Vasco 7 x 0 Flamengo,

18/10/1931 – Vasco 2 x 1 Flamengo,

17/04/1932 – Vasco 2 x 0 Flamengo.

Vasco: base forte desde a época do Expresso da Vitória

Foi na época do maior time já formado na história do Vasco da Gama, conhecido por “Expresso da Vitória”, que a base do clube começou a se destacar. Se juntavam às grandes contratações (como Ademir de Menezes e Heleno de Freitas), jovens provenientes da base do Gigante da Colina, como Dejair, Dimas, Friaça, Ipojucan, Jorge e Wilson.

A goleada do Vasco e a “praga do Arubinha”

No dia 29/12/1937, em seu último jogo no ano, o Vasco da Gama goleou o Andaraí, de forma implacável, por 12 a 0, pelo Campeonato Carioca, após um acidente a caminho da partida envolvendo alguns jogadores do Gigante da Colina, que fez com que o início do jogo se atrasasse. Algum tempo depois, deu certo os atletas se apresentarem em campo, após o susto que afetou o elenco, por conta do incidente. Ainda assim, o Bacalhau era o favorito e superando o desgaste com a situação ocorrida foi para cima da equipe do Andaraí, que se espantou com o ímpeto do time visitante, que fazia um gol atrás do outro, 5 no primeiro tempo e 7 no segundo tempo. Conta a lenda, que o jogador da equipe anfitriã, o ponta-esquerda Arubinha, que estava no banco de reservas, teria ficado revoltado com o placar sofrido e teria jogado uma praga, após a partida, de que o Vasco iria ficar 12 anos sem ser campeão, por conta dos 12 gols feitos no seu time. Por coincidência, anos depois, de 1958 a 1970, o Almirante ficou um longo jejum de 12 anos sem um título estadual.