De 1948 a 1959, Vasco foi o único campeão sulamericano do futebol

Caso se faça uma comparação entre o futebol e o boxe, o Vasco da Gama ficou com o cinturão de campeão sulamericano durante 11 anos (de 1948 a 1959), até o título do Penarol (Uruguai) em 1960. O Vasco foi a principal referência sulamericana do futebol durante 12 anos, com o status de atual e único campeão continental durante todo esse período. Nenhum clube sulamericano ou europeu, em toda história do futebol, manteve-se com o status de campeão continental durante 12 anos consecutivos, além do Vasco da Gama.

Times recordistas de tempo com o status de campeão continental (no mundo):

Maccabi Tel-Aviv (Israel): 13 anos (campeão em 1971) (*de 1972 a 1984 a competição continental não ocorreu);

Vasco da Gama (Brasil): 12 anos (campeão em 1948) (*de 1949 a 1959 a competição continental não ocorreu);

Auckland City (Nova Zelândia): 7 anos (campeão em 2010/2011, 2011/2012, 2012/2013, 2013/2014, 2014/2015, 2016, 2017)

Real Madrid (Espanha): 5 anos (campeão em 1955/1956, 1956/1957, 1957/1958, 1958/1959, 1959/1960);

Independiente (Argentina): 4 anos (campeão em 1972, 1973, 1974, 1975),

Cruz Azul (México): 3 anos (campeão em 1969, 1970, 1971),

Monterrey (México): 3 anos (campeão em 2010/2011, 2011/2012, 2012/2013),

Estudiantes (Argentina): 3 anos (campeão em 1968, 1969, 1970).

Expresso da Vitória (1944-1953): o maior elenco da história do futebol brasileiro e sulamericano (principais méritos)

1944: Campeão do Torneio Início, campeão do Torneio Relâmpago invicto e campeão municipal invicto;

1945: campeão do Torneio Início, campeão estadual invicto e campeão municipal invicto;

1946: Campeão do Torneio Relâmpago e campeão municipal invicto;

1947: campeão estadual invicto, campeão municipal e da Taça Centenários (Portugal);

1948: campeão do Torneio Início, do Torneio Gérson dos Santos Coelho e campeão sulamericano invicto (troféu condor e outros);

1949: campeão estadual invicto e base da seleção brasileira campeã sulamericana;

1950: campeão estadual e base da seleção brasileira vice-campeã mundial;

1951: terceiro colocado na Copa Rio Internacional (intercontinental);

1952: campeão estadual;

1953: campeão do Octogonal Rivadávia Corrêa Meyer (intercontinental), do Quadrangular Internacional do Rio de Janeiro, do Torneio de Santiago (Chile) e do Troféu Cinquentenário do Racing (Argentina).

O dia que o Vasco mostrou ser o campeão dos campeões do Brasil

Em 03/04/1955, antes de haver um campeonato brasileiro de clubes, o Vasco da Gama (maior vitrine futebolística nacional da época) foi convidado e venceu por 3 a 1 um amistoso (tira-teima) diante da Seleção Paulista, que recentemente havia sido campeã do Brasileiro de Seleções, em 1954. O Vasco mostrou ser o campeão dos campeões do Brasil de 1955.

Grandes preparadores físicos do Vasco nas décadas de 1940 a 2020

Na década do Expresso da Vitória, o preparador físico Mário Américo teve uma passagem destacada (como nos anos de 1944 e 1945) pelo Vasco da Gama, o que o levaria posteriormente para a Seleção Brasileira.

Nas décadas de 1970/1980, o grande nome da preparação física do Vasco da Gama foi Hélio Vígio. Antônio Lopes teve também o início da sua trajetória no Vasco como preparador físico, na década de 1970, antes de se tornar treinador.

Um dos profissionais de maior destaque no trabalho de preparação junto aos atletas do futebol vascaíno na década de 1990, o preparador físico Ademar Braga trabalhou também na Seleção Brasileira. Outro grande preparador físico do elenco do Vasco na década de 1990 foi Bebeto de Oliveira, que participou da comissão técnica campeã da Libertadores da América de 1998. Teve também passagem pela Seleção Brasileira.

Outros grandes profissionais físicos do Vasco nos anos 2000 a 2020, foram Flávio Trevisan, Flávio de Oliveira, Léo Cupertino, Paulo Paixão e Antônio Mello, os dois últimos últimos com passagem pela Seleção Brasileira.

Observação importante: outro grande destaque e um dos pioneiros da preparação física no Brasil foi Paulo Amaral (junto de Mário Américo), preparador físico da Seleção Brasileira campeã mundial de 1958, na Suécia. Em 1961 e 1962 teve passagem pelo Vasco da Gama, no entanto não como preparador físico, mas como treinador, transmitindo ao grupo vascaíno também a sua experiência como preparador físico vitorioso. Após esse período no Vasco, teve outras passagens pela Seleção Brasileira como preparador físico, nas Copas do Mundo de 1962 e 1966. Voltou ao Vasco em 1971, também como treinador.