Caíque e Carlos Vilela ou “torcedor do raminho” e “homem piruca”

Se for perguntado para a grande massa vascaína se conhecem Caíque ou Carlos Vilela, certamente a maioria vai responder que não, mas se a pergunta for se já ouviram falar no “torcedor do raminho” ou no “homem piruca”, a maioria certamente responderá que sim. O “torcedor do raminho” (Caíque) ficou famoso na final da Copa Mercosul de 2000, que parecia tudo perdido para o Vasco, que perdia a partida por 3 a 0 e, depois, virou para 4 a 3. Nas arquibancadas chamava a atenção a fé do “torcedor do raminho”. Já o “homem piruca” (Carlos Vilela), ficou famoso a partir de 2010, quando passou a usar nos estádios uma peruca em homenagem ao jogador vascaíno Carlos Alberto, que foi o capitão do time do Vasco na conquista do Campeonato Brasileiro da Série B de 2009.

O gigante “Brasil” e o gigante “Vasco”

Há uma passagem da letra do Hino Nacional Brasileiro que descreve o país como “gigante pela própria natureza”, em uma nação de um povo humilde e alegre e dentro deste mesmo Brasil há um clube “gigante” de origem também humilde e que muito lutou contra o preconceito, Vasco da Gama. Da mesma forma que a abolição da escravatura no Brasil em 1888 foi um passo significativo no reconhecimento da igualdade entre as pessoas, a Resposta Histórica de 1924, foi decisiva na igualdade dentro do esporte, dentro do futebol, que antes era elitizado.

Pensou em Vasco? O que vem à cabeça?

Vasco da Gama, almirante,

Heróico navegador português e caravelas,

Cruz de Cristo, Cruz de Malta e Cruz Pátea,

Remo, atletismo e futebol (clube poliesportivo),

Resposta Histórica e Camisas Negras,

Expresso da Vitória, Selevasco e Trem Bala da Colina,

Time da Virada e Time do Amor,

Time da Casaca e da Time da Fuzarca,

São Januário (caldeirão),

Gigante da Colina e Bacalhau,

Time do Povo e imensa torcida bem feliz.

O tradicional foguetório nos jogos do Vasco em São Januário (duração recorde na final da Libertadores de 1998)

O time vascaíno foi por muito tempo recepcionado, antes do início das partidas em São Januário (no caldeirão), com um grande foguetório, mas o da final da Libertadores da América de 1998 teve uma duração recorde, de aproximadamente 5 minutos, no embalo da festa promovida pela apaixonante torcida vascaína, com o seu tradicional show, com gritos e músicas de apoio à equipe do Gigante da Colina.

A mudança da posição dos bancos de reservas de São Januário

Por muito tempo, os bancos de reservas de São Januário estiveram posicionados atrás das balizas dos goleiros, próximos às bandeiras de corner (escanteio). Essa tradição mudou no ano de 2018, quando os bancos de reservas do estádio vascaíno passaram a se posicionar nas laterais do campo, a partir do jogo do dia 13/03/2018, entre Vasco (RJ) e Universidad do Chile, pela Libertadores da América.